quarta-feira, 16 de junho de 2010

Boxe sonoro na “Quarta Autoral” do Butecando

Por Tchululu
Fotos: Divulgação dos Artistas


Atenção senhoras e senhores! O Coletivo Vatos realiza mais “Uma noite Fora do Eixo” com as bandas 4Instrumental e The Hells Kitchen Project, dia 16/09, 21h, no Butecando Cultural! Isso mesmo minha gente! Esta será a noite de grandes iatos, ditongos e pancadaria sonora. Que sejam apresentados os “lutadores” da noite.


Do meu lado direito. Eles, vindos de Sabará, 234kg somados, 2.20m de altura (um gigante na qualidade sonora), quarteto clássico formado por Paulão (contra-baixo), Thiago Salgado (Teclado, flauta doce), Thiago “Fofão” (Guitarra) e Rodrigo( Bateria). Possui técnica apurada e provoca transe sonoro pelo misto de psicodelia e contemporanidade em cima de seus adversários. 30 Vitórias, 0 empates, 0 derrotas. Um adversário cruel. Costumam desmoralizar as vítimas pelo repertório. Às vezes são intensos. Outros momentos cadenciam e paralisam as vítimas que são seduzidas pelo controle técnico do lutador. Após anos de treinamentos na Escola Fórceps de Sabará foram os primeiros a derrotar Chuck Noris, McGyver e Rock Balboa juntos. Palmas, para os indestrutíveis: “4instrumental”


Do outro lado os “cruéis”. Costumam picotar as vítimas em cozinhas vitaminadas de groove, música dançante e pitadas de sonoridades inglesas. “Trieto” de Belo Horizonte (trio é pouco) formado por Jon (Vocais), Malk (Baixo) e Buddha na (Batera) tem 202 kg somados, 1.80m de altura (mais baixos, porém ágeis e velozes). Participaram dos treinamentos cruéis antes de se tornarem “infernais”. Foram horas escutando Daft Punk, The Mars Volta, VAST, Yeah Yeah Yeahs, Morphine, Breakestra, Muse, The Rapture e Kings of Leon. A violência sonora fez com que Capitão Nascimento, Pai Mai e Conan “O Bárbaro” pedissem “pinico” após serem obrigados a dançarem o Rebolation. Sedutores, quando tem de ser, e brutais no groove. Com vocês os sanguinários e sensuais: “The Hells Kitchen Project”!

Que comece a luta. Façam suas apostas para este duelo que não terá vencedor se não o próprio público, é claro! O “duelo” será realizado no Butecando Cultural e contará com as presenças ilustres de Maguila, Mcgyver, Balboa Luciano Todo-Duro e sua, é claro. Comentários só aqui na “Sportvatos”.

“Que Copa do Mundo que o que! O negócio é Boxe sonoro!”


Serviço: Noite Fora do Eixo “Boxe Sonoro na Quarta Autoral”
Local: Butecando Cultural
Endereço: Av. Augusto de Lima, 263, Centro
Data: 16/06
Horário: 21h
Preço: 10R$

A Vibe dos ensaios para o show dos Manolos Funk

(Por Tchululu - Manolos Funk_Vatos Coletivo)
Fotos: (myspace de Giffoni e Luciano Cuíca Play)

O show dos Manolos Funk, quarta feira (09), foi um tanto quando familiar. Além de dividir palco com 2 amigos talentosos como DJ Giffoni e o percussionista Cuíca Play, vários amigos prestigiaram o evento no Butecando. Mas antes de falar do show vou contar como foi a vibe dos ensaios. Nada mais justo, porque ali começara o processo.

Sérgio Giffoni

Ensaiamos primeiro com o Dj Sérgio Giffoni. Por telefone Fred marcou no estúdio do próprio DJ. Era um momento interessante, já que, havia muito tempo que não tocávamos em outro estúdio que não fosse o nosso. Além disso, era uma maneira de conhecer o novo estúdio do Sérgio que já tinha causado ótima impressão pelo tamanho do espaço e pela vista do lugar. Isso tudo antes mesmo de começar a ser construído. Saímos de casa no carro do Marcelo empilhados de instrumentos! Por acaso, existiam músicos no carro também além das parafernalhas(risos). Após pegar o Ricardo e errar o caminho algumas vezes, chegamos ao São Lucas, local no estúdio.

Sérgio nos recebeu muito bem como sempre. Um cara pacato, sussegado e com aquela energia tranqüila. Coração bom mesmo. Quando entramos no estúdio ficamos impressionados. O espaço, acabamento e equipamentos tudo com cheiro de novo. A janela tinha um visual inspirador, pois, mostrava a cidade inteira. Estrutura muito bacana mesmo. Só faltava conhecer acústica. Começamos fazendo uma Jam e de cara já vimos o tanto que som estava legal lá dentro. E o melhor! O quanto a química já havia rolado antes mesmo de começar a ensaiar as músicas do show. Pela Jam, vimos Giffoni a vontade com seus “scrachs” e fazendo o som crescer. Já havia feito a diferença. Depois disso, era só deixar a coisa fluir.

As músicas escolhidas foram Origamis e Diz Sim. Aí aproveitamos a bondade do Sérgio e empurramos Islã Margarita também (risos). Em Origamis, Sérgio manteve a linha da gravação do Ep. Alguns ataques no meio da música e no final um solo mesmo de scratchs! Não tinha como melhorar o que acreditávamos que era perfeito! Depois disso foi à vez de Diz Sim. A intervenção ficou para depois do segundo refrão. Ali era o espaço. No final, introduzimos uma parte “Salsa” um tanto quanto diferente da gravação. Nosso convidado gostou e ali também contribuiu com seu talento imensurável. Por último foi Islã Margarita. Sérgio não conhecia a música, mas após escutá-la já pegou um LP bem latino e fizemos um arranjo muito bacana na parte “especial” da música. Ficou muito legal! Foda demais. Saímos de lá convictos que o show seria bem legal.

Luciano Cuíca Play

Luciano Cuíca é tão bonzinho quanto o Sérgio. Além de talentosíssimo é uma pessoa tranqüila, fala baixo e educado que só vendo. O ensaio foi marcado na Toca do Manolos. Luciano foi o primeiro a chegar. Alías, ele chegou primeiro que eu na minha própria casa (risos). Abri o estúdio e percebia que ele estava bem ansioso. Mas de cara já soltei. “Relaxa” vamos nos divertir! Ele já se soltou ficou mais aliviado. As músicas escolhidas por Luciano foram “Calmaria Surround”, Diz Sim e existia a possibilidade de Islã Margarita também.

Começamos o ensaio e assim como Sérgio Giffoni a coisa soou de uma forma muito natural. Apesar disso, Cuíca Play preocupado e precavido começou fazer anotações para as músicas que têm milhões de arranjos. Neste momento o deixamos “louco” porque nós mesmos nos confundíamos com as partes das músicas. Coitado! Já ficam os pedidos de desculpas para o Lu. Mas o “sofrimento” dele não havia acabado. O Fred, diga-se de passagem, um fanfarrão, começou a fazer suas piadas clássicas. “Vocês viram a mãe Diná no Faustão?....” e lá foi o Luciano cair nas garras do mestre do humor peculiar. Ricardo Ulpiano também não ficou atrás. Contou o caso: “Certa vez o Luciano foi fazer uma entrevista e quando foi perguntado sobre como era o trabalho da percussão ele respondeu (isso Ricardo imitando a voz do convidado). – “A percussão? A percussão é uma coisa muiiiiito imensa”. Que frase ein Lu? Que filosofia! (risos).

O clima do ensaio foi deste jeito mesmo. Amigos reunidos para tocar. Com Luciano mais a vontade o trabalho dele foi fluindo. Destaque para mim ficou para a música “Diz Sim”. O rapaz fez um solo de “salsa” no final da música que ficou muito massa. O Manolos Funk ficou todo latino com as congas quebradas. Calmaria Surround ficou bem legal também. Deixamos a música mais suingada. Cuíca Play flutou junto com a música e fez a diferença na parte funk “quebrando” tudo com os Manolos. Foi a confirmação que o show seria foda! E o melhor, que seria divertido, pois estar no palco com amigos é sempre uma satisfação.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Utrinka e Brown-há fazem Butecando pegar fogo na
"Quarta Autoral"


Noite fria de música quente! Na última quarta feira, as bandas Utrinka(Ribeirão das Neves) e Brown-há (Brasília) mostraram como se faz um rock n´roll de qualidade. A Noite Fora do Eixo realizada pelo Coletivo Vatos no Butecando, em BH, transformou um ambiente que é um tanto quanto intimista em uma panela de pressão sonora. A temperatura subiu! E como subiu!

(Utrinka- Ribeirão das Neves)

A Primeira banda a subir ao palco foi o Utrinka, representando o coletivo Semifusa de Ribeirão das Neves (MG). O quarteto possui uma química interessante e conceito musical bem claro, rock n´ roll e atitude. Guitarras pesadas em certos momentos, melodias e arranjos bem trabalhados marcaram toda a apresentação. Bateria pesada, na cara, com boa dinâmica e vocal excelente. Destaque para ilustre blazer e chapéu um tanto quanto cafetão do "frontman"(risos). A banda mistura muitos elementos sem perder o conceito musical, que é o interessante. Pitadas de blues, progressivo se misturam ao rock n´roll clássico. Resumido: Ótimo show com peso na medida certa!



Já a galera do Brown-há tacou fogo em tudo, no bom sentido, claro. O público que até então estava sentado, talvez um pouco intimidado, levantou e começou a ser impulsionado pelo rock n´roll pulsante da galera do coletivo Esquina de Brasília. O Butecando virou um pista de dança! O show do quinteto é energia do começo ao fim. Guitarras gritadas com timbragem bem casada entre o bom e velho rock n´ roll e rock inglês contemporâneo se misturam em arranjos bem trabalhados de batera e baixo. Vocal tem excelente presença, um literal “frontman”! Showzaço, assim, como o Utrinka o Brown-há é outra banda que merece circular e muito!

(Banda Brown-há - DF)

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Bazar Maravilha entrevista Manolos Funk

Na última terça-feira (06/04/10) os Manolos concederam uma entrevista ao programa Bazar Maravilha que vai ao ar todas as tardes pela rádio Inconfidência de Belo Horizonte (100,9 FM).
Antes de liberar o áudio da entrevista cabe dizer: Não é um "programa qualquer", como o próprio apresentador Tutti Maravilha faz questão de frisar: "Não são 22 dias, nem 22 meses, são 22 anos no ar".
O pionerismo do programa é tal que o mesmo já foi tema até de artigo científico.
Bom, agora sim podemos ouvir a entrevista. Nela os Manolos falam um pouco da banda, da cena e, claro, da importância de participar dos eventos e ações do Fora do Eixo:




Fica registrado o agradecimento da banda ao pessoal da Rádio Inconfidência, em especial ao Tutti Maravilha por abrir esse espaço tão valioso para as bandas.

terça-feira, 9 de março de 2010

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Cancelamento do Grito Rock no Dia 17/02

È com bastante tristeza por parte do Coletivo Vatos que anunciamos que devido à intransigência da Policia Militar do Estado de Minas Gerais, comunicamos o CANCELAMENTO do Grito Rock no dia 17/02, já que a referida corporação não disponibilizará efetivo para a segurança do evento impedindo dessa forma que conseguíssemos o Alvará para o dia 17 de fevereiro.

Apesar de nossos esforços e da Secretaria Municipal de Cultura de Vespasiano, não conseguimos demover o comando da Policia Militar de sua posição, não restando outra alternativa que cancelar o mesmo.

Via de regra, a PM não apoiou nem mesmo a realização do evetno no dia 16, que só foi garantido graças a boa vontade da Secretaria de Cultura que resolveu o impasse colocando um artista de Axé para tocar após as apresentações do Grito Rock.

Comunicamos ainda, que se algum artista que se apresentaria no dia 17, tiver condições de fazê-lo no dia 16, realizaremos a transferência do show sem problemas. E será uma maneira de demonstrar para a “burrocracia” vigente, a força de nossas ações e das pessoas nela envolvidas.

Para aqueles que não for possível a transferência, deixamos desde já nosso compromisso de trazê-los à Vespasiano em algum dos eventos de mesmo porte que o Coletivo Vatos tem planejado ao longo de 2010, como as Noite Fora do Eixo e o Festival Arena Livre.

Pedimos desculpa pelo inconveniente, mas é que as vezes o solo onde estamos plantando nossa semente se mostra um tanto quanto árido, mas nada que impeça que a música independente,através da parceria artistas e coletivos, germine um Oasis no meio do deserto cultural de Vespasiano.

Atenciosamente,

Fred Berli

Coordenador Coletivo Vatos

(31) 8845.7455

Bandas agora do dia 17/02

GIGANTE ANIMAL

O Gigante surge no ano de 2006 tendo como integrantes, Guilherme Schmidt, Henrique Zarate e Lucas Wirz que tocavam juntos no extinto College. Thiago Behrndt (Toda Essa Água) junta-se aos três e se inicia o trajeto musical de fato.

Por motivos próprios, Guilherme e Thiago deixam a banda no final de 2006.
Em 2007, Henrique e Lucas seguem viagem e acabam por encontrar Thiago Andrade (Karne Krua, Perdeu a Língua, Triste Fim de Rosilene e, atualmente, Debate) e Renato Ribeiro (Bandits e, atualmente, Porto).


BLACK SONORA

"Numa relax, numa tranqüila, numa boa?" Parafraseando Tim Maia, o Black Sonora chega ao Grito Rock, Vespasiano, trazendo a boa energia do soul, música latina e pitadas de rock, samba e hip hop. Desde 2002, apresenta esta experimentação sonora e busca na música negra influência para que o público dance com muito suingue e balanço.

O trabalho autoral do Black Sonora apresenta uma linguagem urbana misturada as vertentes mais dançantes da música negra. Canções como “Poesia Urbana” o baião funqueado “Yo No Quiero Stress”, o groove o rap core “Donde Estás Yemayá”, o funk rock, “O Mar Pra Mim”, e a balada soul “Tempo” são algumas das marcas do trabalho da banda que busca no funk, afro beat, dub, reggae, hip hop, música cubana, drum'n'bass, uma maneira própria de expressar a identidade sonora

O Black Sonora é uma das bandas mais experientes do circuito de Belo Horizonte. Está no currículo dos caras shows em festivais de inverno de cidades históricas de Minas, além de eventos importantes da capital como FAN (Festival de Arte Negra) e FIT (Festival Internacional de Teatro). A banda também participou do programa da GASSOUND, da rede TV, e dividiu palco com o Funk como Le Gusta e B Negão, ou seja, experiência e qualidade os meninos tem de sobra!


JULGAMENTO

Em atividade desde o final dos anos 90 o Julgamento é um dos principais expoentes da cena musical belo horizontina. O discurso direto e livre de apelações aborda temas relacionados à valorização humana mesclando beats eletrônicos, rimas,scratchs e elementos orgânicos resultando em um verdadeiro petardo sonoro. "Ritmo e poesia em sua mais pura expressão" como o próprio grupo se define.

O primeiro disco "No Foco do CAOS", gravado e produzido por Sérgio Giffoni, foi lançado de forma totalmente independente em abril de 2008. O trabalho foi masterizado por Fabrício Galvanni e conta ainda com as participações de velhos parceiros como a banda Ragna, a cantora Nathy Faria e expoentes importantes da cena hip-hopcomo Dokttor Bhu, Muck (SOS Periferia), Clodô D' Lui, DB e Luciano Pereira.

A banda esteve presente em diversos eventos da cena local como o Carnaval Revolução (2003), Eletrônika – Festival de novas tendências musicais (2004), Conexão Telemig Celular (edições 2004, 2005 e 2006- esta última contou com a participação da cantora Negra Li), a primeira edição do Festival Garimpo (2007) em comemoração aos 10 anos da Obra e do programa Alto Falante (Rede Minas/TV Cultura) e Stereoteca (2008).

RAPPOSA

Por Leandro Becker (Mp3 Magazine)

O disco de estréia, da banda Rapposa, "Temporada de Caça" (2008), soa como uma mistura de Jimi Hendrix com Red Hot Chili Peppers, unindo a malemolência daquilo que a própria banda classifica como funkrock (Peppers) com o peso do experimentalismo distorcido da década de sessenta (Hendrix). O resultado é um rock que consegue ser, ao mesmo tempo, visceral e dançante.

Baixos cheios de groove, riffs de guitarra matadores, levadas de bateria pulsantes e vocais ora melódicos, ora rapeados, formam a espinha dorsal de um trabalho que apresenta diversas alternativas. Constantes mudanças de clima e andamento dentro de uma mesma faixa e convenções oportunas e precisas mostram uma dinâmica bastante madura para uma banda formada por garotos tão jovens.

O somatório de todos esses fatores levou o Rapposa a angariar respeito e se apresentar em alguns dos mais importantes palcos do Rio de Janeiro, como o Teatro Odisséia e a Melt, além de abiscoitar o prêmio de melhor banda no II Festival Entropia Convida de Música Independente. Nada mau para uma rapaziada que está na casa dos 20 anos de idade.

KONKEN

.A banda KONKEM surgiu do encontro de músicos com estilos e características próprias com o propósito de compor canções verdadeiras e sinceras através de nossas diversidades musicais. A banda apresenta um estilo próprio criado pelas diversas influências contida em cada integrante, criando assim um misto de rock swingado, funk, hip-hop, vocal de personalidade e afinação.

Ao longo de sua trajetória a banda rompeu fronteiras e conseguiu os seguintes resultados: As composições “Águas Passadas” e “Falando com Jah” vencedoras do Festival Nacional Demo Hits, organizado pela operadora de celulares Claro em outubro de 2005 e janeiro de 2006 foram disponibilizadas como toques polifônicos. Em 2008, a banda foi destaque do Prêmio Mineiro de Música Independente, que contou com o apoio dos governos Federal e Estadual, Cemig e Rádio 98FM.

A banda prevê o lançamento do seu álbum ainda para o primeiro semestre de 2010. Com composições ousadas e letras que discutem a realidade, Konkem “10 Aldeias” desperta atitude e emoção alimentando aqueles que acreditam que o mundo pode ser verdadeiramente melhor.